quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

soi lo que sóis

sou poeta.
escrevo lágrimas,
risos, gozos, metas.

sou o visível impulso.
o impossível pulsa
em minhas veias artísticas
e segundo as estatísticas
em 99% do meu sangue
correm letras,
desprezadas dores
e dores aceitas.

sou ânsia,
vou do desejo ao ato
em um segundo.
quase morro, quase mato
e quase tudo no mundo
me induz ao erro.
mas quem não erra?
só o erro seduz.

te quero paz
mas tenho guerra.
Mate-me se for capaz
mate-me de amor
mas me matar não adianta.

embora a guerra seja santa,
o fogo é maldito
e arde cada vez que sol levanta
no infinito.

FlavCast & Rodrigo Mebs.

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