ARMAZENADAMENTE POÉTICO
Blog de poesias de minha autoria com ilustrações de imagens recicladas e encontradas na internet em sua grande maioria. As imagens encontradas são transformadas em outras novas composições para que ilustrem cada uma das poesias.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A visita
Nessa noite curta
Como pedira
Fui visita-la em sonho
E a vi linda atrás do vaso de flores
Haviam crianças por todos os lados
Na casa grande, várias televisões ligadas
E você muito ocupada não podia falar
Então fui embora
Já lá fora na penumbra
Você me tocou o ombro e então me virei
No breve momento daquela realidade
Entendi que o seu olhar dizia
Era como quisesse dizer algo
Que nunca assumira
E eu mal podia acreditar no que via
Seus olhos diziam amor
Então perguntei o que queria
Com um sorriso questionou se eu sabia
Qual era aquele dia
Respondi que não sabia
Mas sim sabia
Você não conseguiu dizer o que queria
E entendeu que eu apesar de todo amor
Que eu ainda sentia nunca a perdoaria
E o sonho se foi quando entendemos
Que nunca deveria ter feito essa visita.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Foi a mais bela paisagem
Há algo lá escondido
Mas não é tão nítido
Como dor já sentida
Em final de por do sol
Refletido no espelho
O Vazio preenche
Feito ser repleto
De um desejo sumir
Mas explodir-me
De novo... Não esqueça
Agora exerço o direito
De livre te libertar
Porque nunca a tive
Então não partiste
Continuaste diria
É o seu caminho
Em algum ponto
Fez parte da viagem
Foi companhia
Foi a mais bela paisagem
A qual meus olhos
Preenchia como luz do dia
E hoje ao andar na rua
Sorrio por momentos felizes
Lembranças agradecidas
E lições muito bem aprendidas
Sinto e sempre sentirei
Que fora amor
Com a mesma certeza
Desejo que ames
Porque irei amar novamente
E se possível eternamente.
(FlaVcast – 11.02.2012)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Jogo de cartas marcadas
Ontem
No dia em que não tive alma
Acusaram-me
Ausentaram-se de culpas
Pelas regras do jogo
Não entregaram se quer
Meu olhar perdido
De quem foi ao encontro
Sem tê-lo
Ontem
No dia em que não tive alma
Mataram-me
A justificarem-se no crime
Pelas regras do jogo
De modo algum venceria
O que não pode ver
É que já haviam roubado
Minha alma.
(FlaVcast – 09.02.2012)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Dores em mar aberto
Qual
O seu tamanho
Que não alcanço?
Que me faz doer
Como partes
De iceberg
Que quebra
Em pedaços
Das mais frias
Dores
Degelos
De infindáveis rios
Em busca de mar
Bloco
Desgarrado carrego
Ao mar culpas
E vou sumindo
Aos poucos
Sem ser notado
Vencido
Várias vezes
Mas não derrotado
Sigo em mar aberto
És tempestade
Filho da mãe terra
Tem como pai o vento
A força
Que te leva
É natural
É grande em tudo
Que temo o tempo
E não abraçá-lo.
(FlaVcast – 07.02.2012)
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A fábula do encontro do Desejo com a Razão
Ela, a Razão
Lúcida, centrada
Concreta, terra
Ele, o Desejo
Emocional, disperso
Abstrato, fogo
O Desejo começa a notar que o percebido
possuía contornos sutis ainda mais belos
Em sua fala a Razão, em seus olhares
carregados de paixões e suas convicções
seduzia. Entre anjos e arcanjos brilhava
Tinhoso, afinal o Desejo trás algo de profano
Pergunta...
- É errado o desejo desmedido da paixão?
Voluntariosa a Razão se entrega ao tema...
- É certo o desmedido da paixão, é vulcão
Há na lava o combustível necessário
para que o fogo intenso queime as ilusões
concretas de algo novo que pode ser amor
Paixões agudas veneradamente febris
Entre azuis, os rosas, são fim de tarde
Buscam ensandecidos orgasmos gentis
É hora de perder-se em descompasso
...Erupção...
Amor acontece do encontro da lava e o mar
É o caudaloso a transformar-se em rocha
Mesmo impiedosa a lava morre submersa
É a imensidão do mar a resfriar ímpetos
... Suicídio...
Engana-se quem vê no vapor a morte
Este ao ganhar os céus, é sinal de enlace
É a destruição de partes e novas possibilidades
É acomodação de sedimentos, é vida, renovação
O Desejo então aproveita
- Mas de onde vem a paixão?
...
- A paixão vem da completude, coexistência,
Admiração, o conhecimento de um elemento pelo outro...
...Amizade...
...Da tentação natural do núcleo em fogo expandir-se
A terra tenta barra-lo, alimenta com sua volúpia
os ímpetos do fogo... As forças do corpo, da terra
não mais resistem... Entregam-se... E dessa força
irrompe a paixão
...Reconhecem-se em suas forças?...
- Sim
(FlaVcast – 05.02.2012)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ensina-me
Ensina-me
Em caso de sintonia
A saborear a real conjuntura
Das suas mais íntimas intenções
As que entrevejo escorrer da fala
Dos olhares sutilmente entrevistos
Por entre as poucas luas que temos
São desejos de construir o nós, creio
Feito sobrevivente após tempestades
Suspeito seria caso não precisasse guarita
Ou perder o medo do frescor da maresia
Reaprender apreciar o mar pelo seu amar
Entre o festejar reaver sentidos perdidos
Ou entre os travesseiros enroscar poesias
Aos traiçoeiros desmandos de vida
Ternos tal qual passarinhos a voar libertinos
Armados em versos incoerentes, irmos
Mesmo contra o sabor dos ventos, sermos
Termos entre alegrias e as lágrimas o dia
À noite ao silêncio estarmos por entre beijos.(FlaVcast –03.01.2012)
O que sei e o que não sei
Sei dos sorrisos
De algumas tristezas
Sei dos olhares
Não sei dos amores
Sei da beleza
Das palavras
Aos toques
Dos gestos não sei
Sei da força
De presença
De espírito
Não sei da santa
Sei da boemia
Talvez das faltas
Algumas complexas
Se completo não sei
Sei o que busco
Deduzo que saibas
Companhia repleta
Não sei se aceitas.
(FlaVcast – 03.02.2012)
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