Blog de poesias de minha autoria com ilustrações de imagens recicladas e encontradas na internet em sua grande maioria. As imagens encontradas são transformadas em outras novas composições para que ilustrem cada uma das poesias.
sábado, 4 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
A ouvir letras
Como
não entender-me louco
Se
por verdade ouço letras
Palavras
que não param de cochichar
Aos
meus ouvidos desafinados e surdos
Conspiram
com frases torturantes
De
amor
Os
olhos olham músicas e dançam
Às
vezes embaçados noutras apaixonados
O
cérebro espia em tensão
Os
desarrimados pulsares do coração
Este
desajuizado órgão da emoção
Que
só apanha, é cego o coitado
Como
não ser outro senão louco
Atirar-me
ao mar, talvez condenasse
Mas
digno é entregar-me às ondas
Mares
e ventos que levam-me
Sem
planos vou ouvindo palavras
E rabiscando sons no meio
do mar.(FlaVcast – 04.08.2012)
Cruzadas
A
tempos faço-me curioso
De
tudo que corre nesse mundo
Dos
sonhos e pesadelos aprendo
A
calibrar os toques ou desfoques
O
tom da voz de ceciliana entonação
Engana
a dita calma que leve
Na
pressão dos pés alivia
Insana
mente das buscas às curvas
E
ângulos do corpo frágil, adágios e beijos
Insinuosos
os cílios pecam, aposto,
A
piscar rajadas de olhares
Os
mares próximos à boca, amores
Alvos
a serem pirateados, saqueados
Os
dotes não interessam
Reles
tesouros de reis não valem
Tão
pouco seja chula poesia
E
desta faço-me reino fértil
Onde
tudo corre, sê soberana
A
cavalgar nua na noites enluaradas
Até
que as lutas terminem.
(FlaVcast – 04.08.2012)
O Grilo
Tantos
foram os acenos
Tímidas
tentativas de ser notado
Em
seu desfile diário pela rua
Foram
“ois” solitários a desejar
Bons
dias!
Sorrisos
amarelos a dizer
Baixinho
Que
estavas linda!
Tropeços
ridículos
A
mostrar habilidades que não tinha
Os
escorregões
Estes
até engraçados
Envergonhavam
ao imaginar saberes
Foram
faixas estendidas com dicas
Placas
a desviar seu rumo
E
eu passar ao lado
Passeios
malfadados em barcas furadas
Um
infinito descer e subir escadas
E
quando chovia
Era
eu ali parado
Todo
encharcado a segurar a rosa
Ah...
Mas como era gostoso te esperar passar
Solta
paparicada por ébrios apaixonados
Passava
a sorrir enaltecida de aplausos
Ria
solista do seu palco
E
eu ali descalço com a flor na mão
Empoleirado
a assistir de longe
Os
torpes galanteios disparados
Do
outro lado da rua até torcia
Nos
aparentes melhores cavalos do páreo
Mas
que nada, seus saltos são altos
E
à rua longa desfila alegre
Filha
de mouros durante o dia
Quando
das lanternas acesas
A
noite se fazia e ali estava eu
Entre
primaveras e vagalumes
A
rodear o candeeiro da sua janela
Era
meu o suspiro que sempre ouvias
Ao
apagar sonolento de suas luzes
Dormias.(FlaVcast – 04.08.2012)
Códigos trazidos à pele
Raros
bônus
Que
levam a graça
Quando
como mel
Das
paixões silvestres
Alheias
às rotações
Da
terra vingam frutos
Absurda
seria a vida
Sem
a alegria da sutileza
Que
descrita e verso
É
percebida no olhar
De
borboletas
Preferível
seria morrer no açoite
A
negar um amor correspondido
Não
dá para passar despercebida
À
vida que está sorrir tão longe
É
paz que enterra dores
Rubores
a iluminar a solidão das noites
Vapores
a amassar perfumados lençóis
Códigos
trazidos à pele em devaneios.
(FlaVcast – 04.08.2012)
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Impreciso
Não
sei
Tão
pouco desejo saberA não ser o óbvio
Dos dias deliciados
Dos sorrisos
Das lágrimas
Que sejam felizes
Como janelas abertas
A iluminar as flores
Perfumar o ar
Como será seu mar
As ondas a pular
As arvores
Onde te beijar
Os porres
De felicidades
As noites
Te velejar impreciso
Por que não sei
Se de ti quero
Me achar.
இڿڰۣ-ڰۣ—
(FlaVcast – 02.08.2012)
Escorrem rubros
Como
jogados ao lago
Ao
lado dos laços
Do
vestido
Úmidos
os
beijos
Descarados
os
seios
Cercados
de
desejos
Por
todos os lados
Ilhados
de paixão
Escorrem
rubros
Vinho
e batom
Sem
importar
Das
horas
as
marcas do corpo
Deixadas
nas folhas
Do
caderno sem pautas
Surgiu do amor poesia.(FlaVcast – 02.08.2012)
Portal
Foto: Miscelânea - (Citações IV)
Haveria
um portal
Onde
pudesse atravessar
Ir
o corpo e desejos
Os
mais puros
A
encontrar os dela
E
seus lábios
Depois
do abraço
E
beijos fitarmos
Um
e outro lado
Já
conhecidos
Decidirmos
Encontrarmos
caminho
Haveria
um solo
Onde
pudesse pousar
Os
panos e deita-la à relva
Em
fim de tarde de primavera
Ler
apreensivo um poema
E
ler em seus olhos amor.
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