Blog de poesias de minha autoria com ilustrações de imagens recicladas e encontradas na internet em sua grande maioria. As imagens encontradas são transformadas em outras novas composições para que ilustrem cada uma das poesias.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Morrer de amor
À noite estarei sentado no banco
Desarmado da pouca vaidade
Que me resta... O silêncio
Esse que me cerca de escuridão
Que pretende senão... Calar
Mergulhar no mais profundo
Desacreditar da palavra dita
A pouca luz envolta de parcos insetos
Em voltas rasantes toleram resignados
Os limites do meu desespero alheio
Agora em branco e preto desbotado
É apenas espera e esvai solene
Por entre a fumaça que me leva
Resoluto aguardo que escolha a arma
Tens tempo... Não tenha pressa
Enquadre-me no slide que quiser
Não irei mover meus pés... Sabre
Uma arma branca a vazar-me a jugular
Assino papéis e assumo todos os erros
Do amor que levarei fatal em meu peito
Sou alvo fácil sentado a esperar a morte
Espessa que venha a aliviar-me as dores
E essas tantas marcas que trago contido
Faça de qualquer maneira o que te cabe
Mate-me... Suplico esse meu último pedido
É mais digno morrer em pé... Levanto-me
A encarar-te desfocada em derradeira visão
A morte... Prefiro em ato extremo
A viver sem onde tranquilizar esse amor
Esse que trouxe ao peito em uma vida
Da procura... Os enganos e as vísceras
Não resta padrão nem mesmo ilusão
Cabe-me morrer sem o mínimo sentido
Só não posso agora morrer de amor.
(FlaVcast –30.11.2011)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O rumo das estrelas
O rumo das estrelas
Misturadas às nuvens
De poeira viva e iluminada
Traçam as linhas mais delicadas
De dois tempos independentes
Paralelos como dois rios
A correrem seus sentidos
Em curvas no mesmo correr
Não se sabiam
Tempos... Cada um o seu...
Aluarados
Criam sombras languidas
Ao sabor do sol
Em cada uma das cenas vividas
Divididas as linhas do tempo
Sabem-se apenas serem partículas
De um momento do caos
Algo que surge e então pensados
Foram chamados de vida
Tempos...
Sabedores do término
Ou do tudo devolvido ao caos
Buscavam a impressão do instante
O ponto que se faz transbordar
Como a lágrima que por mais que seja
Envolta de amor vaza
Vaza e escorre por uma parte pequena
Que é de tempo
Desconhecidos
Desejaram seus complementos
Imaginaram opostos feitos dos magmas
Lançados ao caos em alguma parte da viagem
Tempos se cruzaram
E esse momento, esse ínfimo ponto
Onde os dois tempos se farão uno
Um tudo entendido em um vácuo
Em que tudo cabe e é
Como chamar o que se sente
Ao encontrar o que completa
Isso nem mesmo mais importa
Acontece
Em alguma parte do que sentimos nós
E de tão complexo, intenso e prazeroso
Que chamamos de amor.
(FlaVcast– 28.11.2011)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A tela inacabada
Algumas
vezes bate-me sufocante
Uma
descrença tão imposta
Que
me dói tanto o quanto exposto
Confesso
que fui um que acreditou
Em
todas as tonalidades de vermelho
Onde
pude sem meio termo errar
Cada
passo na pista de dança
Assumo
é minha essa mais completa
Inaptidão
para andar de bicicleta
E
acredite em estar certa a regra
Aquela
de que a curva nunca é reta
Então
deixe que eu carregue os matizes
Entre
os escuros e as incompetências
De
alguns pingos claros que deixei
Escorrer
pelo caminho...
...Pincel
a sujar a água
Bisnagas
torcidas ao pé da tela
Pano
sujo caído no canto...
A
tela ficará desesperadamente inacabada.
(FlaVcast - 16.11.2011)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Um nada de muitos
...Tudo
foi inútil
E
o resto
Foi
em vão...
Assim
começo
De
trás pra frente
Alguma
parte de nada
Um
nada de muitos
Ou
um mundo de nadas
Significados
surgidos do nada
Tantas
as procuras
Vivenciadas
torturas
Foram
inúmeras as loucuras
Rebentos
perdidos
Amores
perseguidos
Silêncios
entorpecidos
Do
que se faz a vida
Senão
das buscas
Alguns
fazem achados
Aqueles
os que remam
Não
vencem regatas
Suas
margens não chegam
Já
não enxergam nada
As
luzes apagam aos poucos
O
perceber que foi o alvorecer
...Do
amor puro empoeirado...
Deixado
lá na estante dos sonhos
Que
só vejo por trás das lágrimas.
(FlaVcast – 16.11.2011)
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Indecente
Em
pensamentos
Ou
letras adentro
Ardendo
Feito
palavra
Formada
de vísceras
Entendida
no aperto
Da
carne tesa
A
destreza do corpo
Revira
frases
Pronunciadas
em gestos
Fortes
Dedos
escorrem
A
perderem-se lascivos
Em
inacabadas sentenças
Gemidos
incompreendidos
Detonam
licores
Escorridos
em pele
O
pêssego aos lábios
Desencadeia
em texto
Prende-se
em ilusão
Ápice
Como
gozo ao terminar
Já
sem ar ou resistir
Chegar
ao fim juntos
Nós
e as letras do livro.
(FlaVcast –10.11.2011)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Andaluza
Nem
que fosse
Pessoa
e todas
Suas
personas
Palavra
conduz
Seduz
andaluza
Diminui
essa luz.
(FlaVcast – 05.11.2011)
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