sábado, 27 de abril de 2013

Volto




Volto
Como voltam as flores
Silenciosas
Quando as percebemos
Tão lindas...

FlaVcast em 27.04.2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Balconista


Um café            tão doce           presença             é sua
De aroma         de flor               decompõem-se   na minha mão
Marcante          a laranjeira        em flores           e linhas

Equidistante      pêssegos          quentes             que evaporam
Os olhares        os beijos           as cores             vermelhos
Seduções          o ar que falta    vibram               os tormentos

Cenas curtas     à luz                 arredia              perde-se
As rápidas         as primeiras      segura              entregue
Percepções        florações           dúvidas            aproxima

Da beleza          a natureza         te fez               mulher
Surpresas          suprema           candura            nos lábios
Degustadas       revela-se           em mim           me esqueço.

(por FlaVcast em 06.03.2013) 

 
(foto e arte FlaVcast)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

À ninfa

(fotos e montagem de FlaVcast)
 
Não abra mão do amor possível
Que por mais que doa
São só circunstâncias
Pequenas distâncias
Rodeadas lembranças

E não adianta
Flores são possíveis

E atingíveis
 
Como quando ninfa
Ilumina a vida

Em contrapartida
Rejuvenesço em forças
Em ânimo como nas cores
Do princípio da primavera
Surgidas antes do fim do inverno

...

Vou à beira da praia
A perceber composições
De tons de luz e a profundidade
Da sombra e basta-me como paisagem

...

E virá o dia
Em que ao abrir os olhos
Estes voltarão a se encher
De alegrias

...


(por FlaVcast em 28.02.2013)

Quão doce


Quão doce
Amei-te ontem
Escorrido do mundo
Da palma da sua mão

Bastaram toques
Leves da viça pele
E argumentos febris
A desmanchar-me

Amor que reside solto
Feito aura do buquê
Dos nossos instantes
Fortuitos amantes

Somos o ímpeto
O desejo aguerrido
O beijo incontido
Do amor proibido

Virtude que exala
Vida que não cala
Somos perdidos
Onde amor nos basta

Redime erros
Em acalantos brandos
Tão nossos sons
Dispersos em segredos

Quão doce foi
A pedir meu corpo
Já combalido em lutas
Renasço em teus braços.

(por FlaVcast em 27.02.2013)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rendo-me



O fio visto
De linho
Tece
De nós
E espaços
A renda

São movimentos
De silêncios
E brancos
Dessa intimidade
De fios entrelaçados
De vida

Pontos
Deixados
A marcar momentos
Ato inevitável
De jogar-se
Ao próximo e ponto

Quando terminar
Qual o desenho
Da trama da vida
Rendo-me
Feito aranha
Rendeira
Da própria sorte.

(por FlaVcast em 25.02.2013)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Poema triste


Também fiquei mais triste,
mais do que já estava,
mais do que aguento,
mais do que mereço.

A vida não devia ser uma surpresa
se todo dia as tristezas se repetem.

(por FlaVcast em 16.02.2013)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Às vezes lentamente


 
Não é de hoje que morro
Morro aos poucos a anos
Morro às vezes lentamente
Outras como hoje me suicido
Inconsciente de nem precisar
Juízo que já nem sei se tenho
Almejo dos ventos os uivos
Que me deitam todas as noites
Cercado de desejos e vinho.

(por FlaVcast em 14.02.2013)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Partículas mágicas


 
Escrever pequeno
Muito pequeno
Escrever nano
E que por baixo do pano
Atinja o mínimo sentimento
A partícula do vermelho
Onde dizem surge o amor
A dor da cor que isenta
Talvez venha do violeta
Da pureza à mágica
Que elevam palavras
Dispersas misturas de tons
Azuis entre nuvens o céu.

(por FlaVcast em 30.01.2013)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Medo despido


Estou com medo
Medo da estupidez
Do desumano
Da falta da lucidez
Do excesso de nudez
Da tua embriaguez

Estou com medo
Não da morte
Mas da falta de vida
Das contra partidas
De não ter despedidas
Dessa vida despida

Estou com medo
Da falta de tempo
De não terem lamentos
Destes jogos em linhas
Que levam as balas
A encontrar-me miras.

(por FlaVcast em 24.01.2013)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Crueldades sofisticadas


Eu conheci crueldades
Tão belas e sofisticadas
Que aos olhos rasos
Dos que não as sofrem
São endeusadas razões

Vestidas de sutilezas
Seduzem os vermelhos
Corações inocentes
Usados suas vidas caem
Em emolduradas solidões.

(por FlaVcast em 23.01.2013)