segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pintura




Vou em meios tons
Pintar-lhe as telas
Largadas pelo tempo
Em suas paredes
Preencher seus espaços
Tapar os rasgos
Levar até o fim seus traços
Inacabados momentos
Coloridos de alma
Encantar-te serena
Como espectadora do Louvre
Expor-me surreal
Sobre teu matiz natural
Ser imortal...

FlavCast
31.10.07
Voltei agora em 2008 com os poemas de Outubro/2007.
Na verdade estava com 2 blogs e deletei um deles.
Outubro de 2008 está logo após.

Vazio




Vazio de tantos conteúdos
Como mundo ralo em espelhos quebrados

Vazio como louco nu pelo mundo
Dissertando bebedeiras em francês

Vazio comovido ao ver o alvo cair
De um tiro que me atingiu na canção

Vazio de cheiros de tons de amor
Os amores desencontrados ao lado

Vazio como perceber-se sozinho
A procura do par de rainhas vermelhas

Vazio de pessoas tão déspotas
Que me inveja a aura que tenho agora

Vazio dentro do meu sonho
Labirintos lacônicos de eus que não são teus

Vazio de confiança
To quase me matando de vingança

Como eu queria ter andanças
Bonança... Deixar ser criança a tua distância

Teu beijo com lábios suaves

Enclaves...
Falar como que as esculturas
São bem maiores que minhas sombras?
Que tenho medo de cair da escalada?

Preciso ver você em minhas lágrimas
Como se olha amigo por estar feliz ao lado
Ser objeto desejado como cadeiras pequenininhas

Ah... O vazio

( vazio )

Vazio vem do eco que meu grito grita
Gira e gira e nem bate na ira

Devia ou fazer estrondo
Ou fugir pro meio da roda gigante

( )

Extenuante vazio do tempo
Que leva uma resposta
A nos fechar a porta.


FlavCast

29.10.07



"Isso que é arte", "Abaixo a Ditadura" e "Fora Serra" foram algumas das frases pichadas

*Pichadores invadem a Bienal
Grupo de 40 jovens entram no "andar vazio" do prédio da Bienal e causa tumulto27.10.08 13:30

Estampas




Entre as minhas estampas
Escondida encontro as suas

...Soltas entre jogos de rodas

Suponho um sugerido mergulho
Elevado de orgulho sorri mistério
Aos segredos deixados em Fátima
Lótus marcada de avesso...
...Também conheço
Me reconheço

Transforma ação
Em realização

Faço da intensidade
Das cores as palavras
A serem sussurradas.


FlavCast
29.10.07

Canto




Abateu-me uma tristeza
Que se não fosse pranto
Acharia que seria encanto
Por que me vem esse canto.


FlavCast
29.10.07

O bufão




O bufão
Faz sorrir
Como fosse
Eterno aprendiz

Menino
Às vezes
Tão velho
Sentidos sérios

Sussurros
Gemidos
Suspiros
Não fossem perdidos

Tão sábios
Ouvintes
Delirantes
Colocados distantes

O espetáculo
Que cansa
Esperança
Ao cessar a dança

Desejará
Pobre bufão
Um coração
Que pudesse dar a mão

Sonha
Seus sonhos
Menino
Caminha

Sorria da vida.


FlavCast
27.10.07

Trapézio em Preto




Um trapézio
Em preto
Filetes
Vermelhos
E prata

Flutuantes
Tão antes
Armados
Que sapatos
Vermelhos
Deveriam
Ser deixados
Ao lado

Como lua
Que de tão
Linda
Piscaria
Confidente
Por perceber-me
Apaixonado

Toque livre
Alva pele
Que de seda
Deve ser
A razão do
Amanhecer.

FlavCast
27.10.07

Solidão




Solidão
Uma falta
De atenção

Um pedaço
De rua
Caminhado
Na contramão

Solidão
Como mania
De ilusão
Aceso do avesso

Solidão
Junto a um pedaço
De chão

São tantas
Suas mãos

Solidão
Sempre contente
Sempre será quente
Nem sempre terá
Gente

Simplesmente
Solidão
Uma bala
Corrimão
Corro a te dar
A mão

Solidão
De tua ação

Silêncios

Solidão
Só um vazio
Em meu
Peito.


FlavCast
27.10.07

Mapa astral




O mapa não explica
Os números não batem
Pra onde foram os signos?
Os planetas rebelam-se
À vontade da arte?

Meu marte
Talvez te fale
...Venha mergulhe
Em meu aquário
Netuno quer peixes

Sensibilidade
Talvez não seja
A minha sorte
Já que não tenho norte
Nem procuro a morte

Desenhar tua arte
Talvez seja sina
Fazer-te em rima
Apagar tua cisma.


FlavCast
27.10.07

Despi-la




Despi-la
Procurar teu corpo

Em branco

Começar por anarquia
Encostá-la na pia

Pegar a chave
Usar sua cadeira
Pra puxá-la
Inteira
Sentir esfregar-se
De mim

Invadi-la
Pelos cabelos
Beijar
A língua
Tocar

Flores
Sempre
A acariciar

Vem se esfrega
De mim
Vou te amar
Como se nunca
Mais fosse
Tocar

...Um dia
Essas linhas
Podem se apagar...


FlaVcast
27.10.07

Ser




O não esperar
Do outro
Aquilo
Que é nosso

O posso
Viver
Em mim
E ser
Com outro

Amar-te
Confundir-me
Perder-te
Encontrar-me
Amar-me

Compadecer
Poder ser
Entender
Um ser
Ser.

FlavCast
26.10.07

Partida




Quem sabe
Se com magia
E encanto
Sangro mares bravios
Venço os meus
E os seus demônios
E resgato-a das garras
Do dragão da solidão

...O mar
Quem sabe
Amar...

Passa o navio
A beira mar

Passa muitas vezes
O luar

Passam muitos portos
Muitos homens pelo navio
Passam-se os dias
De tua partida

O tempo passa

Em suas asas
Leva juventude
Leva horizontes
Leva os amores

Chegam dores

Vem o vazio
Do navio
Vem calmaria
Só não vem o dia

É sempre noite
Com poucas estrelas
Muitos licores
Lembranças de poucos
Amores

O Corsário
Veleja solitário
Segue o sabor
De um cálice
Envenenado.

FlavCast
24.10.07

Sua voz




Ouvir sua voz
Dizer-me coisas
De amor
Mas não aquelas
Tão desgastadas
De nós
Cheias de dar nós
Vazias vasilhas
De amores antigos
Alguns bandidos
Ou banidos
Sabe é um falar
De amor
Em sustenido
Aquilo que nos é
Íntimo
Ah... O íntimo
Compartilhado
Nascido ao lado
Um dizer das
Emoções
Que as tem
Eu sei
Como agora
Que me
Desconcerta
Deixa-me
Sem fala
Mas me traz
De volta
Fala
Fala

Diz-me sua fala.

FlavCast
24.10.07

Não deixe de colocar




Não deixe
De colocar
Os livros
Sobre a mesa

A mesma
Que descansamos
Os cálices de vinho

É aquela no meio
Da sala
Por onde andas
Descalça
Atarantada a escolher
As músicas da trilha sonora

E nem pense que a beleza
Não está em seu suor
Em você simples
Encontro-a
Singela insegurança

andando pela cozinha
De um lado pra outro
Meio apressada
Que te encontro mais bela

Um sorriso me vem ao rosto

É meu olhar
A identificar-te

Quando me percebo
Estou em movimento
A interceptar seu caminho
Aproximo-me...

Sabes do beijo

E fatal
Beijo
Acaricio
E deixo

Segues seu caminho
Mas levas meu beijo
Tocado em teu peito.

FlavCast
23.10.07

Despoluo



Despoluo
Desconcerto
O plexo
Desconecto
De nexo
Desvirtuo
Diminuo

Meus
Complexos

Despoluo
Circunflexo
Aritmético
Magnético

Despoluo
Estratosférico
Meio esférico
Desértico
Ascético

Mítico
Reviso
Meu mito.
FlavCast
23.10.07
video

A Louca do Castelo




Risos enlouquecidos
Alegres
Soam distorções
Pelo castelo escuro
Ouvem-se vozes

Tochas
Espasmos gotejam
Pingos de fogo
Sombras
Corredores
Calabouços

Performáticos estandes

Labirintos
Refeitos conceitos
A trazem
Pela sala a levitar
A pele branca
Maculada
Destacar-se
Em longas saias

Seus modos finos
Realçam seus bicos
Desnudam os ombros
Deixando escapar
As pequenas flores
Em preto contrastante

Diante ao trono
Debate idéias
Dementes
Palavras
Faladas
Em seu olhar
De fada

Ao Rei
Cabe resignar-se
Entregue aos poderes
Profanos da bruma
Que exala da pele
Beijada
Da sedutora
Feiticeira

Despudorada
Senta-se
Ao meu colo...

Majestade...

FlavCast
22.10.07

Ousadia




Ouso
Penetrar
Seu corpo
Vindo finto
De fora
Trago
Em pele
Virgem
Teu desenho
A fazer

Ouso
Contaminar
Sua alma
Com vinho
Tinto te tinjo
Atinjo seu cerne
Ascendo
Descendo
De ciganos
Teu ledo
Engano

Ouso
Entrar
Na sua vida
Colorida
Sente
Desmente
Aquilo
Em sua mente
Dementes
Desculpas
Repense

Ouso
Por que
Sempre
Ousei
Encontrar-te
Agora é tarde
Quero acabar-me
Em tua carne
Encontrar-me
Em tua alma
Desejar
Já me faz
Amar-te.

FlaVcast
19.10.07

Você se transforma




Você se transforma
Em curvas macias
Na tenra carne
Vestida de pele lisa

Meus beijos
Suave degustar-te
Faz da minha parte
Rimar você com arte.

FlaVcast
18.10.07

Qual dos meus olhos




Qual dos meus olhos
Está mais mariado
Devia estar desmaiado
Ou aí, sentado a seu lado
Mas to aqui próstado
...Hoje pautado...
A pensar-te atordoado
...Hoje rimado...
Desvirtuado sinto-me atolado
Sem saber como estar a teu lado
E de que lado é o lado que devo sentir
Aquele macio, tenro de puro dengo
Ou o desmontado com o tamanho do meu passo
Outro vislumbro, um susto, um quase surto
Vários nem sei, mas se puder, pago pra ver
Impossível é não querer esses lados não escolher.

FlavCast
18.10.07

Meu medo




Meu medo
É ser confundido
Não ser visto
Já nem é meu risco
É um vício
Ser metade suplício
Um precipício
Quase bandido
Sou um fodido
Nem tenho penico
Mesmo assim...
Solto o riso
Do teu sorriso
Vira e mexe
Desmancho-na
Por partes
Não sou covarde
Nem quero comadre
Não serei parte
Em mim o fogo arde
Por toda parte
Sou arte.

FlavCast
18.10.07

Tu bebes




Tu bebes
Eu bebo
Fumamos
Eu fumo
Quero ver

Quando ficarmos bêbados.


FlavCast
18.10.07

Incógnito




Incógnito
Às vezes me sinto idiota
Será por expor-me
Aparentemente demais?
Mas devo ser muito mais
Devo desculpar-me
E retirar-me?

Mas como se isso não me faz marte?

Como desertar de ti?
Há tantas notas suaves
A riqueza de detalhes
Surpresas por todas as partes
Te conheci antes do teu mundo
De um céu preciosamente adornado
Naturalmente gente por outro lado.

...Cúmplices conspiram o anjo e o diabo...

FlavCast
18.10.07

A menininha que não viajava




A menininha que não viajava
Não percebia o mundo a seu redor
Achava que não tinha histórias a contar
E sonhava sonhar sonhos de um amor
Que a levasse por mundos desconhecidos

Mal sabia ela que o tal amor a sonhava
Apenas ela com seus olhos e seu jeito
Povoavam as noites desse desejo
Desejo de seus morenos cabelos
Acariciados em seus beijos

Triste a menininha não escrevia
Chorava em seu mundo escuro
As luzes dos castelos imaginados
Sem perceber que o príncipe
Sempre esteve ao seu lado.

FlavCast
18.10.07

Eu te protejo de mim




Eu te protejo de mim...
Um ser implacável!
É sou...
Posso dizer
Que sou
Rápido no gatilho...
Mira certeira!
Meu alvo é você
Um pobre centauro!
Cai em armadilha...

Rendição incondicional
Ou resistirá bravamente
Até o final da batalha...
Pele vermelha?
Resistir bravamente
E ganhar a batalha!
... Pensando aqui...
O que será ganhar a batalha?
Seria na verdade perder
Honrosamente
Ter tudo sobre controle
Enquanto dá tempo!
...ou não
é... Também acho
Sei lá diacho
E esse "ou não"
Foi pelo o que?
Por poder ter sido
Essa ou não
...só quis saber
o certo...

Tenho dúvidas
Também
Tá arisca
Arrisca
Eu não risco
Sempre...
Desde o começo
Arisca
Comigo no absurdo
Isso não é verdade
O espelho sabe disso
Discordo em desacordo
Acordo

Ganha-se a batalha
Milímetro a milímetro...
Senão amazona
Foge rapidinho
Desde o começo sou arisca?
Absurdo... Na verdade...
Sou escorregadia energia
Não arisca
Arisca
Como uma guerreira
Deve ser...
Arisca porque pantera
A um movimento errado corre
E encurralá-la novamente é difícil...
Arisca porque ficou com medo...
Com pé atrás...
Sem problema esconderijos
Se confiar demais... Dança
É muito perspicaz
Fiquei com medo?
Proteção é sinal
Algo assusta...
Algo é temido...

Eu te protejo de mim....
Sem sustos
É complicado...
Eu te protejo de mim....
Explica melhor
Não é assustada...
Nunca assustada
Um conceito
"projeção"...
Posso te dizer
É amplo
Meu deus...
Posso pular do banquinho?

Depois fundirei
Os poucos e lesos
Neurônios

Um trabalho mulher...
Sou tão boazinha...

Essas pequenas confissões
Não essa é desintoxicação!
Melancia espera
Que não seja de mim
Contribui para um caco.
Tardo... Amanheço...

Me empolgo
Com músicas
E Baco
Chocolate com baseado...
Viro quase Lord...
És um Lord!
Sem culpa.

FlavCast/RY
16.10.07

Caleidoscópio



Como chama
Aquela coisa
Com espelhos
Cristais coloridos
Que vc vira
E vira
E olha
Olha
E surgem
Imagens?
É vida?
Você é assim
Pra mim...



Adoro as possibilidades...

Adoro que me surpreenda
Com isso... Que vira
Que virá... Olha...
Tentei imaginar
O seu morar
Pensei algo...
Mais penumbra...


Pequenos ambientes

Isso...
Já errei
Antecipei
Virei
Demais
Os seus
Cristais.

(FlaVcast - 16.10.07)

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FlavCast
15.10.07

Você é que me irrita minha amiga




Você é que me irrita minha amiga
A tempos me lembro sentir-me invadido
Ser ultrajado por ser retratado, irado.
Louco muitas vezes... Não sabia como podia
Saber da minha vida com tanta mira
Tudo isso sem saber do grande inventor
Um trator que pelo jeito abrirá sulcos
Em minhas temidas terras do nunca
E como um eclipse vindo da terra
Apaga-se desértica e monolítica.

Vácuo

À terra ressurge na luz cercada de deusas
Revela-se intrigante, mas uma coisa tão distante.
Decreta-se o reino feminino. Abençoado tom ruivo
Deixa esperta a admiração mais secreta. A do lado.
Conflitos diários espelhados dos teus lagos...
Confundiam-me os laços que me unia... Espasmos.

Deu vácuo no meu espaço

Ressurjo das cinzas reunindo moléculas de grão a grão
Percebo que nas andanças seguiu-me ao longe
Vias suas sombras ouvia seus ecos... Cada vez mais ferozes
Discutíamos como um louco a contorcer-se com suas vozes
Posições contrárias inúmeras vezes, mas conceitos admiráveis.
Meu susto estava em caírem em mãos erradas. Ouvi-las erradas.
Percebe? Me é íntima sem saber da existência da borboleta.
Quantas borboletas não voam pelos seus mundos... Não sei.

O vácuo do casulo à borboleta

Perdidos no espaço, repaginados dos anos 80. Dois seres
Trombam-se num planeta estranho. Exploram-se
De mundos diferentes tão incrivelmente próximos.

Tu é que tens uma Deusa.

Paro. Deliro e passam em minhas imagens... Olhares
Marcas no corpo, símbolos tão especiais que por si só eternizam.
Vejo pelas entranhas inúmeras constelações facetadas de condições.
Como criança que sabe que existe um universo paralelo. E torna-se cientista.
Fui forjado assim. Em eterna procura e muitos erros grosseiros.

Vácuo

Fiz-me
Poeta


E foi só depois de um mundo de carpas e um céu estrelado
Onde claro, o mundo começou a girar novamente. De repente.
Vem você em minha mente. É loucamente simples estar aqui e escrever
O quanto a admiração pela genialidade torna-se natural quando te vejo
Mais normal.

Vácuo
Admirável
Constelação

Boquiaberto me encontro. Como não reverenciar a natureza ao encontrá-la
Tão bela, num tempo que já se é entardecer?

Só posso curtir a noite vir
E agradecer.

FlavCast
14.10.07

Olha




Olha...
Diga as coisas
Que desejar
No meu ouvido
Se te escrevo
É porque não
Agüento
É mais forte
Que eu
Você do seu
Jeito
Alimenta-me isso
É o alimento
Que preciso
O que faz
Ao seu modo
É delicioso
Pra mim
Seja só
Assim
Deixe o resto
Pra mim.

FlavCast
14.10.07

Vou olhar-te




Vou olhar-te
Como forma
De arte
Curva-me
Em tuas curvas
Suaves
Perde-me
Em seus
Detalhes
Conferir
Os entalhes
Ofuscar-me em
Seus contrastes
Desenhar-te
Reinventar-te
Sabe...
Assobiar-te
Desconcertar-te
Quem sabe

Conquistar-te.


FlavCast
14.10.07

Vou olhar




Vou olhar
você
Ao nível
Do chão

Rever
Seu piso
A visão
Do infinito

Vou beijar
Teu umbigo
Matar teu
Inimigo

Vou dormir
Contigo
Vou invadir
Teu sonho

Despertar
Na manhã
Com beijos
Teu sono.

FlavCast
14.10.07

Sabia eu meu Deus




Sabia eu meu Deus
Que em nome da idéia
De tornar-me homem
Destilaria as dores
Em muitos sabores
Teria que tingir as cores
Das lágrimas esquecidas

Sabia das minhas energias
Procuraria tirar o máximo
Da vida a vida que me vivia
De forma intensa
Se faça imensa
E tem sido em grandeza
Vejo na beleza das crias.

FlavCast
14.10.07

Estou multimídia de tudo




Estou multimídia de tudo
Estou absorto... Fechado
Como se fosse absurdo

São sons diferentes
Ambos coerentes
Imagens difusas
Não se fazem
Confusas

Penso
Que
Penso
Mas na verdade
Capto
Como se fosse
Rapto
Adapto
Real idade
Preciso farei
Meu parto.

FlavCast
14.10.07

Envaidecido




Envaidecido
Rumo noturno
Arrumo pretextos
Procuro seu ar sigo rumo
Desarrumo suas gavetas
Sento em suas cadeiras
...movimento-as...
Sugo suas pequenas gemas
Não trago pretensiosas algemas
Rumo como um simples mortal
Amar-te noturno até o final.

FlavCast
14.10.07

Que dizer de tudo




Que dizer de tudo
Que deveria ser
O foi...

Que som redondo
Amaciou os contornos
Da noite mágica

O navio balançava
As velas criavam
Sombras
Entre o luar
E o mar

Flores aprisionadas
Brancas e douradas

...como trocos
dos tesouros...

Doces e mensagens
Taças deliberadas

Duelo talentoso
De um tosco piloto
A dizer o caminho
Do porto

E a pirata libertária
Que não segue direções
Mas tinge de vermelho
Ousados corações

Cenário

Deitados ao lado
Fluidos sentidos
Toques ousados
Som partilhado

Ato

Conquistou-se
Dois mundos

...Total absurdo
Não fossem eles
Divinos amantes.


FlavCast
13.10.07

Sou tido por romântico




Sou tido por romântico
Tanto quanto eloqüente
Parece que não sou gente
Quem sabe fosse mais profano

Quem tem direito ao trono?
O que subjuga o rei em xeque-mate
Ou o bobo da corte a cravar-lhe punhal
Jogos devem ser discretos, sempre corretos

Sou tomado pelos sonhos, comentam
Julgam-me sem ao menos pensar-me
Penso-nos, detalho suas partes em versos
Disperso complexo disléxico e algumas vezes poético

Não aceito armadilhas vou sempre de frente
Não aceito jogos de espelhos e vestidos com máscaras
Nem vem não me idolatre repense-me ou ausente-se
Desculpa se não te acerto sou míope não enxergo nada.

FlavCast
12.10.07

Deixe-me ler direito




Deixe-me ler direito
Ou ao menos...
Do meu jeito
O que te é poesia
O que te surge
Em noite fria

Deixa ouvir
Tuas rimas
Ler por trás
Dos teus tapumes
Seus vários perfumes

Vou lê-la malicioso
Entende-la o meio
Imaginar seus desfechos
Procurar seus arremedos

Achar-me sob os pedaços
Dos panos com que cobriu
Os rabiscos... Esquecidos
Seus mais desejados ângulos.

FlavCast
11.10.07

Das crianças que conheci




Das crianças que conheci
Dos filhos que já pari
Das meninas que embalei
Dos meninos que encorajei
Uma coisa percebi
Todos são diferentes
São contundentes
Todos em si
São mais que gente
São seres ainda divinos
Adaptando-se aos poucos
Como se leve fosse o pouso
Na terra dos adultos tão loucos
Onde perdemos o épico
Onde esquecemos essa criança
Será que é quando perdemos
Nossos balões pro céu?
Quando não mais acreditamos
Em papai Noel?
Ah... Crianças envoltas em mel
Não se deixem levar pelo fel
Deste pequeno mundo cruel
Continue se possível a fazer amigos
O imaginário principalmente
Os verdadeiros responsáveis
Por nos darem asas e voem
Pela vida deixando flores
Não sucumbam à crueldade
Dessa sociedade que sufoca
Sua liberdade e criatividade.

FlavCast
11.10.07


Aos meus filhos
Aos teus filhos
Às tuas crianças
À nossa criança
Esquecida.

Cedo porque caso tarde




Cedo porque caso tarde
Entregar-me desesperado
A um amor incontinente
Terei compreendido o zelo

Cedo e amanheço no berço
Profundo dos meus sonhos
Noturnos contos desejados
Adormecidos foram de amor.

FlavCast
11.10.07

A arte da conquista da suave borboleta




A arte da conquista da suave borboleta
Remete a que se faça um belo jardim
Onde flores sejam reais sentimentos
As plantas traços de personalidade

O capim quinhões das alegrias vividas
É que encobre a base cheia de vida
A terra... Uma cota de bom coração
Adubada em fortes emoções sofridas

Se belo e acolhedor estiver esse jardim
Não aparecerão somente borboletas
Virão abelhas também... Mariposas
Formigas e cigarras... Pássaros pousarão

...Virão as abençoadas chuvas
Algumas pragas também...
Mas tudo bem... Um bom jardim
Refloresce novamente

Se atrativo esse jardim
A borboleta se transforma
...Da lagarta vertiginosa
Ao casulo num pulo...

Na hora certa da vida
Seu jardim não duvida
Sua borboleta cria

Dá-se o encontro
Do que se propunha
Com o que oferecer
Aí sim um encontro

Finalmente...

Te encontro.

FlavCast
10.10.07

Porque poetas choram




Porque poetas choram
Como se escrever
Não fosse...
Descrever
No céu
Sua imaginação
Se não...
Sua mais pura
Ilusão.

FlavCast
09.10.07

O homem tímido




O homem tímido
Bate de frente
Sempre voraz mente
Não se esconde
Nas trevas das dores
De seus amores

O tímido caçador
De um verdadeiro amor
Não pode dar-se ao luxo
De desiludir-se das relações
Essas foram verdadeiras orações

Se procuras conhecer-me
Entenda que amo
Amo porque só sei amar
Amo porque detestaria matar
Amo porque da vida me resta amar

O coração do tímido
Já teve pressa
Mas tranqüilo
Retraiu-se

Entre o tímido
E o retraído
É só o modo
De ver o mundo.

FlavCast
09.10.07

Vou vestir-me




Vou vestir-me
De branco
Pra receber-te
No sonho
Quero agarrar-me
A você com
Suas unhas
E meus dentes
Ser só seu...
Somente
Ser desconcertante
Sentir que somos
Gente.

FlaVcast
09.10.07

Um peso de papel




Só um peso
De papel
Morfológico
Estado
Deixado
Num canto
Cumpre
Em sua inércia
O papel
De nada fazer
Um simples impedir
Que o vento leve
Idéias
O fardo da mesa
Cheia de atribuições
Razões voltadas
Às contradições.

FlavCast
09.10.07

Você sabe vou a marte




Você sabe vou a marte
Digeri-la como arte
A carne desnudar-te

Mudar-te o fuso
Perder-me confuso
No bater do teu pulso
Soltar seus parafusos

Decorar tua infinidade
Descobrir que nessa idade
São frases nossas intimidades.

FlavCast
08.10.07

O amor que quero descobrir




O amor que quero descobrir
É aquele que ainda não tive
Deve ser simples e maduro
Ingênuo alegre e equilibrado
Tenha manchas de tintas
Das cores do nosso corpo
Que brote, cresça e floresça
Seja construído de sentido
Seja curtido e verdadeiro
Que tenha nascido com o sol
E que para esse sol se pôr
Ao final de algum dia
Que seja num ótimo dia.

FlavCast
08.10.07

O beijo




O beijo
Molhado
Esperado

O chopp gelado
Um groove de papos
O céu totalmente estrelado
Tive sagitário ao meu lado...

Carpas a flutuar coloridas no céu
Flutuamos em nossa piscina
Quem imaginaria durante o dia
Ser simplesmente Maria

Depois do meio dia
Inesperado
Atordoado

O beijo
Esperado

FlavCast

07.10.07

Oceano




Oceano de tantas cores os amores
Ao longe não se sente as marés
É mar calmo e cheio de seres
Em seu íntimo sentimos correntes
As águas frias e as quentes
Sentimentos vindos de vales
Emergem dispersos e invisíveis
Enriquecem o sal da vida de azuis
Da beira das praias tenebrosos siris
Depositam o sumo de terras viris
Ao leito oceânico já não tão casto
Necessidades de algo concreto
Conflitantes como mares e desertos
Confusos seres marinhos tão certos
Confundem amores tão perto.

FlavCast
05.10.07

Questões amorosas


Questões amorosas
Quentes algumas
Outras saborosas
Algumas delicadas
Outras não dão em nada

Questões e perdões
Amores e canções
Às vezes palavrões
Quentes sugestões
Outras buchas de canhões

Questões e uns rancores
Alguns bons pastores
Outros não tão bons atores
Nem sempre derramam licores
Outras tocam graves tambores

Questões amorosas
Não posso levar rosas
Algumas despedaçadas
Outras quem sabe beijadas
Só não me verás pelas calçadas.

FlavCast
05.10.07

Bastão de tinta




Não dói apertar o bastão de tinta
Dor é não saber usa-la na tela
Não ter aquela atmosfera
Enquanto secar te espera
Escorre solta nos pincéis

Sem tocar tua pele
Manchar a roupa
De vinho tinto

Sem perder
O aroma
Que de ti
Desprende.


FlavCast
04.10.07

Que graça tem ser profeta




Que graça tem ser profeta
Se a deusa te detesta
Não se entregar
Nem ser poeta
Primeiro...
Integra-se
Conhece...
Ela fala e age
Não é covarde
Sente vontade
Mas pro Olimpo foge
Profecia a minha
Tão perigosa?


FlavCast
04.10.07

E pra que espada?




E pra que espada?
Tens o dom na palavra
No jeito brejeiro
Com o peito esquerdo
Prende o que desafiar
No direito se mostra
Desejosa de lar
Um luar
Um velejar
Segue bússola
De porto em porto
Profundas lembranças
Deixadas em vinganças
Pelos mapas roubados
E mais uns trocados.


FlavCast
04.10.07